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Teleconferência leva inovação ao congresso de Bancos de Leite Humano

A inovação tecnológica quebrou as barreiras geográficas, nesta quinta-feira (13), para reunir, pela primeira vez na história, representantes de Bancos de Leite Humano (BLHs) de todas as 27 unidades da Federação, por meio da teleconferência.

 

O evento, chamado de I Congresso em Rede, foi organizado pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) para aproximar, de forma virtual, congressos estaduais que aconteciam ao mesmo tempo em todo o país. Participaram 222 BLHs e 205 postos de coleta distribuídos em todos os estados do Brasil.

 

No caso do Distrito Federal, 98 profissionais de saúde, que atuam na rede de Bancos de Leite Humano, se reuniram no auditório do Ministério da Saúde, para discutir o planejamento estratégico dos próximos quatro anos com os demais representantes de outros estados.

 

“A teleconferência é um feito muito importante para o DF. Reunimos todas as 19 unidades da rede distrital, que são 15 bancos de leite e quatro postos de coleta, tanto do SUS como da rede suplementar. Trouxemos não só os gestores, como os profissionais de saúde, que são os que tocam as ações e fazem a diferença. Isso é uma forma de fortalecer a rede”, afirmou a coordenadora do Banco de Leite Humano da Secretaria de Saúde do DF, Miriam Santos.

 

SUCESSOS – Ela também atuou no evento como coordenadora regional do Centro-Oeste, apresentando experiências exitosas e propostas para o setor nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Com base nas discussões suscitadas pelo encontro, será redigida a “Carta Brasil 2018: Compromisso da rBLH com excelência no Sistema Único de Saúde (SUS)”.

 

“A teleconferência fez com que as distâncias continentais do Brasil se tornassem pequenas, e conseguimos ver, ao mesmo tempo, tanto o pessoal do Amapá como o do Rio Grande do Sul. Esperamos passar essa experiência para outras redes temáticas do SUS. Fomos a primeira rede temática a fazer uma ação desse tipo”, comentou Miriam Santos.

 

A coordenadora de Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Fernanda Monteiro, lembrou que o ineditismo trazido pela teleconferência é importante para as discussões que serão fomentadas entre os profissionais de saúde. “Pela primeira vez, conseguimos enxergar o rosto daqueles que fazem a diferença nos estados. Hoje, temos a condição de nos comunicarmos. Esse olhar, pensando no futuro, de usar a tecnologia, é algo essencial”.

REFERÊNCIA – No evento, o Distrito Federal receberá a Certificação de Credenciamento da Rede de Bancos de Leite Humano local. A cerimônia de entrega será realizada em todas as 27 unidades da Federação, para seus respectivos BLHs, durante a teleconferência.

 

“Nove dos nossos bancos de leite estarão recebendo a certificação. Para nós, é um orgulho muito grande saber que nossa rede tem essa qualidade de atendimento, e que somos exemplo para o país e o mundo. Isso é devido, grande parte, à militância de funcionários da Secretaria de Saúde, que trabalham, diariamente, para promover o aleitamento e fazer coleta de leite”, disse Miriam Santos.

 

O Distrito Federal também é destaque no fornecimento de leite humano a bebês prematuros internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais. “O DF é o único lugar do Brasil e, consequentemente, do mundo, que consegue atender esses bebês com leite humano, em unidade pública ou privada”, ressaltou a coordenadora.

 

Até o final do ano, a expectativa de Miriam Santos é que a cobertura do fornecimento de leite humano nas UTIs neonatais da rede pública e privada chegue a 100%, com postos de coleta ou banco de leite em funcionamento.

 

Somente em 2018, já foram atendidas mais de 10 mil crianças com leite humano no Distrito Federal.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF
Fonte: saude.df.gov.br