Momento triste e difícil para a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano - Faleceu Américo Yoshinobu Ishiy

É com enorme pesar que comunicamos a perda de nosso grande amigo Américo Yoshinobu Ishiy, ocorrida no dia 8 de setembro.

No ano em que celebramos uma década de Campanhas de Mobilização Social de Doação de Leite Humano, perdemos a pessoa que foi uma das bases fundamentais para que tudo o que vivemos hoje fosse possível, o pai da amamentação, Américo Yoshinobu Ishiy. 

Américo era o membro mais antigo da Rede Brasileira de bancos de Leite Humano e defensor do aleitamento materno antes mesmo do surgimento da Rede, criando o primeiro BLH do Estado de São Paulo, no Hospital do Servidor Público, em 1967. 

Grande parte do que somos como Rede, somos porque houve seu conhecimento e a disseminação de seu conhecimento. Américo levou a técnica de pasteurização do leite humano para o Brasil todo e foi responsável pela formação de muitos profissionais dos Bancos de Leite Humano. A história da doação de leite materno teve seu caminho marcado pelo comprometimento desse incrível profissional e ser humano. 

A despedida hoje não é só de um grande amigo, mas de uma pessoa sensível e visionária, que tornou possível pensar, defender, apoiar, promover e permitir o aleitamento materno no Brasil.

A rBLH-BR se abraça nesse momento e manifesta sua solidariedade à família e às pessoas queridas que tiveram a sorte de tê-lo em suas vidas.

Obrigado por tudo, Américo, você fará muita falta.
Com pesar e saudades, rBLH-BR

"Conheci Américo em 1982. Foi meu primeiro parceiro profissional na trajetória com BLHs.Me apoiou, orientou e se transformou em um grande amigo. Amigo de minha família.Poderia resumi-lo em uma única palavra - amigo. Descanse em paz, meu amigo!”
- João Aprigio Guerra de Almeida (Coordenador da rBLH-BR)

“Descrever alguém com riquezas de detalhes é bem complicado, pois as qualidades são tantas que fica difícil apontar algumas e deixar outras de fora. Mas não há como esquecer os bate papos descontraídos e alegres quando nos encontrávamos no IFF ou em algum Congresso. Sempre atencioso, gentil e educado, adoçava sua vinda e visitas com suas ‘balinhas’, fato esse que já aguardávamos ansiosamente. Gostava muito de pegar no seu pé quando o meu Flamengo ganhava do seu Palmeiras e tinha de aguentar, com o mesmo humor, quando perdia... Sempre muito divertido e engraçado. Ultimamente, nos encontrávamos no Facebook, onde podia ver as fotos das suas viagens sempre acompanhadas de boas histórias. Deixou um lindo legado e, com ele, grandes amigos. Vá e fique em paz!!”
- Angela Muniz (Secretaria Administrativa do CRNacional - IFF)

“Américo.Saudades! Nunca esqueceremos o quanto aprendemos com sua experiência. O primeiro BLH do Brasil (Hospital dos Servidores – SP). Nossos encontros para escrever a primeira Normas - Portaria 322. Como aprendemos! Não tínhamos experiência! Somente João, Franz , Vilneide e Américo, com paciência em nos orientar! Daí em diante, como crescemos! Viramos rede internacional! E você está no início desta história! Enquanto choramos de saudades, no Céu os anjos defensores dos BLH choram de Alegria! Esteja com Deus, Américo!
Américo foi para nós, do Ceará, um grande estímulo. Final da década de 80, tinha sido criado o primeiro Banco de Leite Humano na Maternidade Escola Assis Chateaubriand e ainda estávamos nos adaptando. Foi um dos incentivadores, nos ajudou a entender a importância deste novo programa da área de saúde. Seu jeito solidário, compreensivo e sorridente foi sua marca registrada em vida. Descanse em paz, Américo“
- Marly Vieira Peixoto (Farmaceutica bioquimica aposentada)

"Momento difícil, despedir de um amigo. Américo, descanse em paz”
- Isa Kazo (Pediatra aposentada do BLH do Instituto Fernandes Figueira) 

"Alguns anos atrás, tive o prazer de ingressar na rBLH-BR. De vários cursos participei. Foi quando encontrei um ser humano incrível, dr. Américo. Uma simpatia contagiante, alegre, interessante e muito inteligente. Lembro que, no período do curso, participei de uma viagem à Petrópolis com umas senhoras, esposas de militares. Ao retornar, comentei, e ele ficou, carinhosamente, me chamando de ‘coronela’. Então, esse apelido carinhoso, que eu guardo para sempre, não só ele me tratava assim, mas algumas pessoas que me conheciam também. Tivemos vários encontros e, como sempre, seu sorriso estampado no rosto era o seu marco. Hoje, eu lhe encontro, com certeza, no reino do céu. No livro sagrado que é a bíblia, nos fala que 70 anos é o total da nossa vida; os mais fortes chegam aos 80 e Américo chegou aos 90; um exemplo de sua fortaleza. Que a gente tenha saudade sim, tristeza não. Que Deus conforte todos os seus. Descanse em paz, meu amigo, Amériquinho, você foi e será muito importante para todos nós que fazemos parte da rBLH-BR” 
- Ana Zélia Pristo (Coordenadora BLH Centro de Referência Estadual da Maternidade Januario Cicco)

“Prezado Américo, o tempo passa, a vida muda, e pessoas especiais como você adormecem para sempre, porém, jamais serão esquecidas. Você foi um amigo que soube estar ao nosso lado em todos os momentos, principalmente, no início de nossa missão profissional. Hoje, gostaria de lhe homenagear e agradecer por tudo que você fez pela rBLH. Você estará sempre presente entre nós, como uma estrela que nunca deixará de brilhar no céu. Desejo que esteja em paz, que Deus esteja ao seu lado e que, de alguma forma, minha fé possa levar estas palavras até você... Adeus, meu velho e bom amigo, que você descanse em paz.”
- Franz Reis Novak (Farmacêutico bioquimico aposentado do BLH IFF)

“Américo... querido amigo que na década de 80 o conheci, enquanto pensávamos, em equipe, em escrever as Normas para implantação dos Bancos de Leite Humano no Brasil. Quanta dedicação, quantos dias debruçados em ideias e em papéis, deixando o registro daquilo que sabíamos, mudaria a vida de milhares de crianças desse país. O nosso ‘pé-de-valsa’, dançarino perfeito, sempre com um sorriso no rosto e uma palavra amiga. Semana passada você me escreveu, no WhatsApp: ‘caí, mas não chorem muito por mim, senão Papai do Céu não deixa eu entrar no céu’! O céu é todo seu, meu inesquecível amigo!!!”
- Márcia Machado (Fortaleza)

“Uma das passagens memoráveis e mais significativas da minha relação com o Dr. Américo Yoshinobu Yshy, que  sintetizou o seu modo de ser e atuar: fomos instados a pernoitar em seu apartamento, em SP, eu e um grande amigo comum, após dia de congresso extenuante, tudo a seu convite; em meio à singular simplicidade do ambiente, um sem número de itens relativos a algo que representava o ar dos seus pulmões: o karaokê! Ao lado, um quarto naturalmente organizado ao seu estilo oriental... Uma das noites melhor repousadas por mim foi naquele dia experimentada. Naquele singelo momento, pudemos então sintetizar o nosso anfitrião: dedicação suave às pessoas e a todas as demais causas, escuta qualificada, simplicidade e humor refinado; tudo reunido num só propósito. Somos muito gratos a você!”
- Renato Lourenço (BLH do Hospital Regional de Taguatinga)

“Uma pessoa que pensava no outro, que batalhou pelo primeiro Banco de Leite Humano de São Paulo e sempre prestativo e solicito. E um pilar da Rede BLH, era o primeiro de São Paulo e é hoje estado tem maior rede de BLH do mundo! A marca será o sorriso e a disponibilidade de ajudar o próximo!”
- Miriam Santos (coordenadora da Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal)

“A família BLH do Pará se une em oração aos familiares e amigos do nosso saudoso Américo! Que fiquem os bons frutos das sementes que ele plantou no meio de nós! Descanse em paz, dr. Américo!!”
- Eunice Begot (Ex-coordenadora do Centro de Referência do Pará)

“Foi no Encontro Paulista de 1992 que conheci pessoas muito especiais, dentre elas o querido Américo, idealizador do primeiro Banco de leite Humano de São Paulo, com quem pude conviver durante todos esses anos. Pessoa simples, amigo sempre presente, disponível, sorriso meigo e profissional reconhecido. Seu gosto? O canto, voz linda e suave que somente no karaokê se mostrava. Como homenageá-lo? Apenas dizendo palavras simples como ele gostaria. Querido amigo você fez diferença nesta vida e deixará saudades. Repetindo suas palavras bem recentes, ditas a uma grande amiga, “Não chorem muito por mim se não o papai do céu não irá me receber”. Por isso, estejamos alegres com a sua passagem, com certeza ele está junto do Pai.”
- Ana Cristina Abrão (Professora da Unicamp - São Paulo)

“Dr. Américo, você foi um guia para implantação de Bancos de Leite, com a fala mansa e amigável, facilitava muito o convívio com você. Primeira vez que te vi, foi em uma reportagem de TV relacionada à fundação do BLH do Hospital do Servidor Público Estadual, isso foi lá no interior do estado, nessa época, nem sonhava em cursar medicina. Foi no encontro paulista de amamentação, realizado no Hospital Ipiranga, que tivemos o primeiro contato. Nesse período, ainda não tinha pensado em trabalhar em Banco de Leite. Depois disso, foram inúmeros encontros e congressos que participamos juntos. Você sempre tranquilo e otimista sobre a evolução dos Bancos de Leite. Sua partida é uma perda inestimável nessa jornada em prol das mães e recém nascidos”
- Agenor (São Paulo)

“Conheci o doutor Américo no Instituto Fernandez Figueiras, em um curso de aperfeiçoamento em Banco de Leite Humano. Logo eu percebi o seu carisma, envolvimento e comprometimento com o Aleitamento materno, ações que lhe concederam o título de “Pai do aleitamento materno em São Paulo”. Descanse em Paz! 
- Graciete Oliveira Vieira (Ex-coordenadora do Centro de Referência da Bahia)

“Que triste notícia, eu conheci o Dr. Américo em 1983, quando fui conhecer o Banco de Leite do HSPE, iniciando o projeto de instalação do BLH de Bauru. Me recebeu com o carinho e a atenção, que sempre foram de sua natureza. Explicou tudo e deu todas as orientações necessárias, fazendo parte das pessoas muito valiosas e queridas por mim, a partir daquele dia. É muito triste a perda de um dos nossos ícones, nessa história de construção da Rede Brasileira e Paulista de BLH. Com certeza, estará alegrando com seu jeito todo especial de ser, a sua nova morada. Obrigada pelo seu exemplo e pelas suas realizações”
- Maria Nereida Panichi (BLH de Bauru)

“Eu o conheci no início de 1976 quando, em visita ao Banco de Sangue do HSPE, soube da existência de um BLH que funcionava junto ao Banco de Sangue. Nesse dia, ele mostrou-me o local e falou dos equipamentos necessários ao seu funcionamento, o que me levou a decidir que poderia montar em Ribeirão Preto um BLH junto ao Banco de Sangue do Hospital das Clínicas, o que foi feito em maio do mesmo ano. Sempre nos encontrávamos nos eventos do Encontro Paulista de Aleitamento Materno, posteriormente nos Congressos de BLH, e com ele trocava experiências. Ele sempre com seu sorriso e relatos de fatos vivenciados descritos sempre de modo alegre e divertido. Nos deixou exemplos significativos! Acredito que cumpriu sua missão e pode com certeza ter seu descanso merecido, cabendo aos amigos que ficam a lembrança especial de sua alegria de viver! 
- Analia Ribeiro Heck (Comissão Nacional de Bancos de Leite Humano)

“Dr. Américo nos deixa uma história linda, de um trabalho que construiu com tanto amor e servirá de exemplo para todos nós. Que Deus o receba com muito amor. Grande perda”
- Silvia (BLH Municipal de Guarulhos)

“Muito triste que Deus o acolha em sua Glória e também conforte sua família”
- Sorai Dregon (BLH Dr. Olindo de Luca)

“Muito querido por todos! Deixará saudades!”
- Virgínia Quintal (BLH do Hospital Universitário da USP)

“Ah que triste. Dr. Américo nos deixa uma história linda, de um trabalho que construiu com tanto amor e servirá de exemplo para todos nós. Que Deus o receba com muito amor. Grande perda”
- Silvia (BLH Municipal de Guarulhos)

“Que tristeza!! Que Deus conforte a família”
- Mercedes (BLH do do Hospital e Maternidade Santa Joana)

“Triste....excelente pessoa e profissional”
- Athenê Maria Mauro (ATSCAM/SMS)

“Américo uma pessoa especial!! Tudo que disseram e mais. Um gentleman do Aleitamento Materno no Brasil, ele foi do grupo de pioneiros na retomada ao Aleitamento Materno. O conheci na residência 1982 e passei com ele no Banco de Leite. Se tornou um grande amigo e querido de toda a família! Que possa receber em chuva de bençãos, paz, harmonia, gentileza e o amor como sempre tratou a todos!!" - Leia a carta
- Lélia Cardamone Gouvêa (DCAM-SPSP)

“Também o conheci através da Dra. Ivete Campelo e pedi para conhecer Banco de Leite e seu funcionamento, acredito 1987 ou 1988; pessoa amável, atencioso, dedicado e excelente profissional, foi de uma gentileza enorme comigo. Que Deus o tenha”
- Hamilton Robledo (DCAM-SPSP)

“Muito triste. Foi o meu primeiro contato com Banco de Leite. Sempre muito amável e atencioso”
- Narisa Aprile (BLH Dona Maria Lucia Alckimin)

“Conheci o Américo na época da Associação Paulista de Aleitamento Materno. Chamava assim? Ele passava uma impressão de muita competência e tranquilidade. Faz parte da história do Aleitamento Materno de São Paulo”
- Honorina Almeida (ex-coordenadora do BLH do Hospital Geral de Itapecerica da Serra)

"Américo deixa muitas saudades e o sentimento de dever cumprido, amor, dedicação a tudo que fazia e, em especial, à formação inicial da rBLH; amizade contagiante e companheirismo. Por tudo que representa para aqueles que, como eu, tiveram o prazer do seu convívio, alento e conforto; por saber que viveu em abundância no amor ao próximo. Descanse em paz, amigo! Um grande abraço saudoso!" 
- Vilneide Braga Serva (Médica pediatra e coordenadora do BLH/CIAMA/IMIP - Centro de Referência para BLH em PE)