Mitos e verdades

Existe leite fraco?

MITO. Não existe leite fraco. Até uma mãe com desnutrição leve ou moderada é capaz de produzir um bom leite. Todos têm a mesma constituição. O que acontece é que o leite materno é mais ralo que o leite de vaca. Mas, lembre-se: o leite de vaca foi feito para o bezerro! Cada espécie se alimenta com o leite produzido pela sua mãe. O leite materno tem todas as substâncias na quantidade certa de que o bebê precisa para crescer e se desenvolver sadio. O leite do início da mamada é mais “ralo”, pois contém mais água, menos gordura e grande quantidade de fatores de defesa. Contém também mais vitaminas e sais minerais. O leite do fim da mamada é mais grosso, visto que tem mais gordura e engorda o bebê. O bebê precisa do leite do começo e do fim da mamada.

Só o meu leite não sustenta e o bebê chora com fome.

MITO. Nem sempre que o bebê chora é porque está com fome. Ele pode estar com cólica, frio ou calor, molhado, ou simplesmente querendo carinho (colo). Lembre-se de que o choro é a única forma de o bebê se comunicar nos primeiros meses de vida. O importante é que ele esteja crescendo bem, o que pode ser verificado pelos gráficos na Caderneta da Criança, e urinando mais do que seis vezes a cada 24 horas.

Criança que nasceu prematura (antes do tempo) ou com baixo peso (menos de 2 quilos e meio) não deve mamar no peito.


MITO. Estes bebês podem ter dificuldades de sugar no início, mas são os que mais precisam da proteção do leite materno. Conforme eles crescem, sugam com maior facilidade. Se o bebê tiver dificuldade de sugar, retire o leite, coloque-o em um recipiente limpo e ofereça com colher ou na xícara de café/copinho.

Dar de mamar faz os peitos caírem.

MITO. A queda do peito depende de vários fatores: hereditários, idade, aumento de peso, musculatura de sustentação das mamas. A própria gravidez causa mudança na sua forma e posição.

A amamentação imediatamente após o parto é saudável.

VERDADE. Alimentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente os riscos de mortalidade neonatal, além de contribuir para a recuperação da mulher. Quanto mais cedo acontecer a primeira mamada, maiores as chances de uma amamentação bem-sucedida, além de estimular e fortalecer o vínculo mãe e bebê.

Seios pequenos produzem menos leite.

MITO. O que dá o tamanho dos seios é o tecido gorduroso e não a glândula produtora de leite, portanto, não depende do tamanho ou formato da mama. Afinal, tamanho não é documento!

Criança que arrota mamando faz o peito inflamar ou o leite secar.

MITO. Não há comprovação científica desta afirmação.

Cerveja preta, canjica, água inglesa e outros alimentos aumentam a produção de leite.

MITO. Uma alimentação balanceada e uma maior ingesta de líquidos agregados à amamentação sob livre demanda aumentam sim a produção de leite. Em específico, há estes mitos alimentares. Canjica e canjas são alimentos servidos quentes e de alto teor calórico, o que melhora a quantidade de energia a ser gasta na produção de leite. Chás de uma forma em geral são líquidos e geralmente são oferecidos chás de ervas calmantes. Sabe-se que o estresse interfere na produção láctea. Mas bebidas alcoólicas não devem ser ingeridas, pois o álcool passa rapidamente para o leite e pode ser muito prejudicial ao bebê.

A mulher que estiver amamentando pode ingerir bebidas ácidas como suco de laranja ou limão.

VERDADE. Sem nenhum problema, pois os alimentos ácidos não talham o leite. Recomenda-se que a mãe beba bastante água todos os dias. Café, chá preto e refrigerante em grande quantidade podem provocar cólicas no bebê.

As mães que têm anemia podem amamentar.

VERDADE. Elas podem amamentar, mas devem procurar um tratamento. O médico poderá receitar a medicação adequada, orientar a dieta e a mãe continuar amamentando.

A amamentação ajuda a mulher a emagrecer.

VERDADE. O aleitamento traz vários benefícios, além da perda de peso mais rápida após o parto, a amamentação ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, reduz o risco de hemorragia, anemia e câncer de mama e de ovário. Durante a gestação, a mulher acumula peso para formar uma reserva energética justamente para ser gasta no período da amamentação. Saiba que parte da gordura materna é transferida para o bebê pelo leite.

O leite materno pode ser congelado.

VERDADE. Na geladeira, o leite materno deve ser armazenado até 12 horas. No freezer, pode durar até 15 dias. Essa é uma boa notícia para as mães que precisam retornar às suas atividades profissionais, sem recorrer ao leite industrializado. Para descongelar, o leite deve ser mantido na geladeira ou em água corrente morna. Não se deve deixar em temperatura ambiente e nem esquentá-lo no fogão ou microondas.

O tempo de amamentação depende de cada criança.

VERDADE. Alguns bebês são rápidos e levam de 5 a 10 minutos para
 mamar. Outros, não têm pressa e levam até 40 minutos. A mãe deve continuar amamentando até o bebê perder o interesse, pois é ele quem vai determinar o tempo suficiente. A mãe deve buscar a melhor posição, seja sentada, em pé, deitada, e oferecer o seio à criança. Deve promover uma boa ‘pega’, com a criança abocanhando a maior parte possível da aréola, para evitar fissuras.

Simpatias e crendices podem alterar o leite.

MITO. Simpatias ou crendices não alteram o leite. Por exemplo: o bebê arrotar no peito, o leite pingar no chão, beber água durante a amamentação, nada disso altera a quantidade e a qualidade do leite.

Amamentar deixa os seios flácidos.

MITO. Amamentar não deixa os seios flácidos, a não ser que não haja cuidados básicos. A indicação é usar um sutiã de alças largas e que sustente as mamas.

Mãe que está amamentando não pode trabalhar fora.

MITO. A mãe pode dar de mamar nos períodos em que estiver em casa. Pode retirar e guardar seu leite para ser oferecido ao bebê enquanto ela estiver fora.

É preciso passar hidratantes ou pomadas medicinais para proteger o bico do peito.

MITO. O uso de hidratantes afina o tecido do bico do peito e da aréola (rodela escura do peito). A mãe deverá espremer um pouco de leite e passar ao redor da aréola e bico antes e depois de cada mamada, para eliminar bactérias, umedecer e manter a elasticidade e hidratação da pele, evitando assim a ocorrência de rachaduras (fissuras).

O bebê é quem faz o horário de amamentação.

VERDADE. Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele demonstrar fome. Com o tempo, ele vai fazer seu horário de mamadas. Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos. Sente-se em um local confortável e o ajude a pegar corretamente o peito. Após a mamada, passe o próprio leite no complexo mamilo areolar, antes e após a mamada.

O bebê é quem faz o horário de amamentação.

VERDADE. Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele demonstrar fome. Com o tempo, ele vai fazer seu horário de mamadas. Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos. Sente-se em um local confortável e o ajude a pegar corretamente o peito. Após a mamada, passe o próprio leite no complexo mamilo areolar, antes e após a mamada.

Existe uma posição ideal para amamentar.

MITO. A melhor posição é aquela mais confortável para a mãe e o seu bebê.

Amamentar em um só peito faz com que um fique maior que o outro.

VERDADE. Amamentar em um só peito faz com que o peito (mama) que é mais estimulado aumente de tamanho.